O tratamento do paciente com hanseníase é fundamental para curá-lo, fechar a fonte de infecção interrompendo a cadeia de transmissão da doença, sendo portanto estratégico no controle da endemia e para eliminar a hanseníase enquanto problema de saúde pública.
O tratamento integral de um caso de hanseníase compreende o tratamento quimioterápico específico- a poliquimioterapia (PQT), seu acompanhamento, com vistas a identificar e tratar as possíveis intercorrências e complicações da doença e a prevenção e o tratamento das incapacidades físicas.
''O tratamento específico da pessoa com hanseníase, indicado pelo Ministério da Saúde, é a poliquimioterapia padronizada pela Organização Mundial de Saúde, conhecida como PQT, devendo ser realizado nas unidades de saúde.''
A PQT é constituída pelo conjunto dos seguintes medicamentos: rifampicina, dapsona e clofazimina, com administração associada.
É administrada através de esquema-padrão, de acordo com a classificação operacional do doente em Pauci ou Multibacilar. A informação sobre a classificação do doente é fundamental para se selecionar o esquema de tratamento adequado ao seu caso.
Esquema Paucibacilar (PB)
É utilizada uma combinação da rifampicina e dapsona, acondicionados numa cartela, no seguinte esquema:
•Medicação:
- Rifampicina:uma dose mensal de 600mg (2 cápsulas de 300 mg) com administração supervisionada.
- Dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária autoadministrada.
•Medicação:
- Rifampicina:uma dose mensal de 600mg (2 cápsulas de 300 mg) com administração supervisionada.
- Dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária autoadministrada.
• duração do tratamento: 6 doses mensais supervisionadas de rifampicina.
• critério de alta: 6 doses supervisionadas em até 9 meses.
• critério de alta: 6 doses supervisionadas em até 9 meses.
Esquema Multibacilar (MB)
Aqui é utilizada uma combinação da rifampicina, dapsona e de clofazimina, acondicionados numa cartela, no seguinte esquema:
• Medicação:
- Rifampicina: uma dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com administração supervisionada;
- Clofazimina: uma dose mensal de 300 mg (3 cápsulas de 100 mg) com administração supervisionada e uma dose diária de 50mg auto-administrada;
- Rifampicina: uma dose mensal de 600 mg (2 cápsulas de 300 mg) com administração supervisionada;
- Clofazimina: uma dose mensal de 300 mg (3 cápsulas de 100 mg) com administração supervisionada e uma dose diária de 50mg auto-administrada;
- Dapsona: uma dose mensal de 100mg supervisionada e uma dose diária autoadministrada;
• duração do tratamento: 12 doses mensais supervisionadas de rifampicina;
• critério de alta: 12 doses supervisionadas em até 18 meses.
• critério de alta: 12 doses supervisionadas em até 18 meses.
Via: Andréa Pereira
Estudo: Prova de Saúde Coletiva, 2012.